segunda-feira, 12 de novembro de 2012

12 DE NOVEMBRO DIA DO DIRETOR DE ESCOLA

Diretor: Profº Trajano Mendes Neto

Hoje é dia do Diretor de escola. Hoje é o teu dia e é através dessa mensagem que queremos te agradecer.  Agradecer pela tua dedicação, a tua atenção, a tua compreensão para com todos os teus colaboradores, a quem sempre trataste com respeito, urbanidade, educação e com coleguismo.
Esta Escola tem um passado glorioso de lutas e conquistas. Ela não se tornou uma velha escola que ajudou a escrever a história de muitas vidas. Ela se modernizou, se informatizou, se qualificou técnica e didaticamente para enfrentar o imprevisível.  E educar é preparar para o imprevisível, para o inesperado.  Deu saltos de qualidade para ser âncora e leme, para ser bússola e oásis, para ser lugar de profissionalização e humanismo.
Só entendemos direito os mistérios da vida quando deixamos que o inesperado aconteça nos nossos destinos. E você foi uma inesperada revelação, tanto na vida profissional quanto na vida social.
Lembramos quando a Escola precisava eleger uma nova direção, para a qual ninguém queria se candidatar, pois sabia dos percalços e das dificuldades para ser um Diretor depois de uma excelente gestão da professora Joana Fontela.  A comparação seria inevitável. Então alguém sugeriu o teu nome e depois disse que “era de brincadeira”.  E você encarou o desafio. Feliz e bendita brincadeira. Você superou todas as expectativas com seu jeito simples e prático de ver as coisas.  E revelou um espírito carismático muito grande.
Dizem os dicionários que carisma são qualidades de personalidade que destacam criaturas a exercerem espontaneamente atitudes de lideres, contagiando aos que lhes estão próximos. Aquele que tem carisma é estimado, ouvido, desperta o interesse, sendo simpático e contagiante.
E você foi solidário quando alguém precisou de um ombro e parceiro para comemorar as vitórias. Foi severo quando o momento assim exigiu e democrático quando necessário. Escolheu bem seus acessores e delegou poderes para não ser um líder autocrático. Enfim, você fez o que era preciso.
         Foi durante a gestão do Prof. Trajano que a Escola ganhou os muros de proteção, que as salas de aula, além da biblioteca, o mutimeios e outras salas foram dotadas de aparelhos de ar condicionado, que se reformou a cozinha e o refeitório, que os portões foram automatizados, que vários setores foram informatizados, que o acesso principal ganhou uma cobertura para os dias de chuva, que houveram reformas substanciais no funcionamento didático e pedagógico da instituição, para não citar todas as mudanças e melhoramentos ocorridos, pois esta dissertação se tornaria exaustiva e desnecessária. Por outro lado, necessária é sim a consciência das responsabilidades daqueles que irão ocupar o seu lugar, daqueles a quem compete levar adiante esta história.
Como encarregado de expressar sentimentos e pensamentos da comunidade de professores, alunos e funcionários desta Escola, não posso deixar de creditar em sua ficha profissional o agradecimento de milhares de estudantes, que aqui vieram para estudar e pesquisar na biblioteca e nos laboratórios; dos professores que aqui dão suas aulas,  ensinam, na mais alta dignidade da missão e nos funcionários que nos bastidores do processo tudo fazem para que tudo dê certo. Uma verdadeira maravilha.
E é em nome desses heróis, anônimos ou não, que queremos dizer: Muito obrigado professor Trajano Mendes Neto pelo trabalho realizado
Sabemos que o nosso homenageado está se aposentando. E queremos desejar a ele que seja muito feliz, que tenha muita saúde para continuar conquistando outras vitórias junto dos seus familiares.
Elder Piantá-Nov/2012
Escola Estadual de Ensino Médio Apparicio Silva Rillo

sábado, 14 de janeiro de 2012

AS FÉRIAS

Penso que não deveriam existir férias tão longas. Trinta dias nas atividades laborais só serve para mostrar o quanto você é prescindível na sua atividade. Se você for substituído temporariamente, prova que você é apenas mais um. E que pode ser para sempre. Se não for, é porque você não faz nenhuma falta na engrenagem da empresa. Então você é perfeitamente dispensável. Sendo assim, você não tem a importância que todo mundo pensava (e principalmente você) que tinha dentro do contexto.

Penso que a legislação trabalhista brasileira, tão protetora e zelosa pelos direitos dos trabalhadores, deveria ser, pelo menos na regulamentação desse direito, menos excessiva e severa. As férias, que poderiam ser de quinze dias, poderiam ser totalmente negociáveis entre empresa e trabalhador. Uma semana no verão, outra no inverno, que somadas a domingos, feriados, licenças saúde, acidente de trabalho, gestante, lactação, luto, nojo, paternidade, acompanhar familiar doente e et cetara, já podem consumir mais da metade do ano.

E os asiáticos com sua sede de trabalho, com suas megapotências empresariais quebrando todas as nossas empresas, vão sobrar únicas no mundo para assistir as Américas morrerem de fome e miséria. Ou alguém pensa que globalização é socialização global do ócio e da indolência?

E as férias escolares, então? É o maior exemplo da precariedade do nosso pensamento latino. Setenta dias de rebelado abandono dos livros e do conhecimento. Os alunos chegam a esquecer o que aprenderam. Num sistema que para um aluno repetir um ano, se precisa fazer um requerimento, sem a menor chance de ver o seu pedido deferido, isso até soa como um deboche. É tão ridiculamente baseado no custo financeiro de cada aluno para o Governo, que não pode haver reprovação, nem muito tempo da criança na escola para não aumentar a conta de água, luz, merenda e outros custos educacionais (leia-se operacionais). Mas é claro, tudo disfarçado numa esdrúxula pedagogia de que a reprovação é segregação, motivo de desestímulo e de exclusão. E todos batem palmas para tão elevados ideais.

Mas sempre há os que defendem seus “direitos adquiridos” com unhas e dentes. Ficam ferozes quando alguém pensa diferente. E para compensar usam uma retórica dissimuladamente infantilóide. Falam em níveis de IDH, em maior produção quanto maior o índice de satisfação pessoal do trabalhador. Uma argumentação que no fim das contas é puramente capitalista. Chegam até a mencionar que Deus descansou no sétimo dia. Que ridículo! Imaginem, os que creem, um Deus que tira férias de trinta dias e recebe mais uns tantos dias de benefícios sociais.

E se ainda pudéssemos tirar férias para viajar, para conhecer o mundo, para aprender com outras raças de culturas milenares... Mas com os salários deste país, férias servem para fazer “bicos” em outras atividades e aliviar as dívidas acumuladas. Somente uma casta privilegiada de funcionários públicos com altos salários, os políticos e outras atividades cheias de mordomias podem se dar ao luxo de desfrutar de “merecidas férias” com turismo e outras burguesias.

 Elder Piantá